segunda-feira, 3 de junho de 2013

A carta

Ah, quem dera eu pudesse ter a alegria de encontrar em meio aos meus guardados uma escrita sua, mas não, alimenta-me de fome das tuas palavras, e eu sedenta criatura, ponho-me a olhar os mesmos escritos de sempre.

Quando te apeteceres de algo não reveles, é no silêncio do teu olhar que se contempla e se responde as grandes questões da Terra. Como por que te fazes menina, e sorris de canto de olhos enquanto de trago um elogio de leve, de rictus, de alvura. Sabes o nome da poesia de teus olhos? Excertos de Castro Alves perdidos na parede da memoria de tua mocidade. Em tuas saias rodadas e a leveza com que se esvoaçavam teus cachos, nos anos celestes de tua candura e viva morada da memória mocidade.

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